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A Comunidade |
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Bandeira da cidade com o brazão no centro.
Ermida de São Brás, motivo usado para a elaboração do logotipo da escola.
Praça do Giraldo, vendo-se as arcadas e a fonte (1570) e os seus moldes de pedra (séc. XIX).
Rossio de São Brás.
Templo romano. |
A CIDADE DE ÉVORA Liberalitas Julia foi o título com que o imperador César distinguiu a esta cidade histórica, edificada pelos Romanos sobre civilizações anteriores. Local de encontro e de encruzilhada de diferentes povos, desde Celtas, Godos, Lusitanos, Romanos, Árabes, Judeus e Cristãos - todos eles contribuíram para a construção da cidade. Civilizações cruzadas, que se interpenetraram e teceram redes de espírito humano, cada qual enriquecedora da anterior... A cidade foi, através das épocas, ela própria, edificando-se, formando os cidadãos e acolhendo aqueles que decidiram fazer dela sua morada de residência ou de trabalho... No Século XV, iniciou-se a chamada "idade de ouro" da cidade pois a família real instalava-se em Évora por largos períodos e com ela a corte de nobres, cientistas e cronistas. É dessa época que datam os grandes palácios da cidade, as casas nobres, o aqueduto e o sistema de abastecimento de água às fontes da cidade, mas também inúmeros conventos a Universidade. Os estilos manuelino, renascentista e barroco estão largamente representados na cidade que então se construiu. Assim, não é de estranhar que uma das principais riquezas da Évora moderna, esteja associada ao seu Centro Histórico enquanto conjunto arquitectónico e patrimonial de beleza ímpar. A monumentalidade de Évora, aliada ao seu cunho pitoresco, à vivência humana e cultural, originou a classificação pela UNESCO, em 25 de Novembro de 1986, como Património da Humanidade, honra que, pela primeira vez, foi atribuída a uma cidade continental portuguesa. Esta classificação foi o corolário de toda a história da cidade ao longo dos muitos séculos de evolução e transformação urbana. Este núcleo mais antigo da cidade é rodeado pelas muralhas romanas e contém alguns dos mais importantes monumentos da cidade. O brazão da cidade, concebido no tempo da 1.ª República, em 1919, é formado por um escudo peninsular de ouro, com um cavaleiro armado de prata, realçado de azul, galopando num cavalo negro e empunhando uma espada de prata ensanguentada; em contra-chefe duas cabeças de carnação, caídas e cortadas de sangue, uma de homem à esquerda e outra de mulher à direita toucadas de prata. No cimo está uma coroa mural de prata de cinco torres. O listrel branco tem a legenda «Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Évora». Mas hoje a cidade não vive somente das glórias do passado – constrói o futuro com serenidade e segurança, com base em planos e projectos feitos pelos arquitectos mais prestigiados do país como é o caso do Bairro da Malagueira, projectado pelo Arquitecto Siza Vieira. A sua população é de cerca de 50.000 habitantes. No concelho de Évora há mais de uma centena de associações e agentes de cultura, desporto e tempos livres. Música, teatro, convívio, dezenas de modalidades desportivas, são exemplos da diversificação da oferta no âmbito da cultura, desporto e lazer. Évora está ligada por auto-estrada a Lisboa e a Madrid. O Itinerário Principal 2 (IP2) também atravessa o concelho, e embora ainda haja troços não renovados, tem, por esta via, uma boa acessibilidade ao Norte a ao Sul do País, pelo interior. A recente construção de um novo Terminal Rodoviário trouxe possibilidades acrescidas aos transportes públicos de passageiros. in http://www.cm-evora.pt (adaptado)
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